Acordo em vão, todos os dias
(que é sábio estar-se atento)...
Revejo-me em prata escurecida
e em louvor exijo, sem culpas,
que a véspera do teu sono
se aproxime descontroladamente
e que eu possa, ainda viva,
roubar a coragem destruída em nós
e mais tarde, quem sabe,
desfigurar as ondas negras do teu súbito
desaparecimento.
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